Só o amor sabe ser eterno num instante
E breve numa eternidade
Calando quando a palavra não nutre
- bastam os olhos para ver a verdade.
Friday, January 16, 2009
Tuesday, January 13, 2009
Borboletas!
Friday, January 9, 2009
Estrela
Era uma tímida manhã fria que se esconde dentre nuvens escuras. Era uma metáfora de mim, que em algum momento iria clarear e mostrar todo o infinito azul. Quem pra sempre pode ser tão cinzento, frio? Eu ia esquecendo o guarda-chuva, as palavras amigas e um pedaço de mim que guardei na última gaveta, rente ao chão. Olhava o céu conforme andava e mesmo assim não me ocorreu que a chuva era eminente e eu ia me molhar. Eu ia mole, devagar, me agradava meu próprio perfume. Eu, egocêntrica, egoísta, ia só comigo mesma, mas faltava um pedaço que guardei não lembrava mais onde. Sem saber o que procura, chequei os bolsos. Vazios. Não importa, tenho a mim, um ser único e intrigante. Os passeios são indecentes, quebradiços, ora estreitos, ora largos. Xingo a prefeitura. O parque era o destino e estava próximo, uma gota forte pingou no meu nariz. O parque estava vazio e cheirava ao ar puro que confundi com meu perfume. Escolhi um banco e sentei-me. A chuva veio forte no mesmo instante, mas não me movi. Assisti ao espetáculo sem sentir-me incomodada e logo o céu mostrou-se azul. No céu claro, eu vi uma estrela, a maior delas, a mais brilhante, que me secou.
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