Eu espero que com o passar do tempo, o avanço da idade e o cansaça da vida eu aprenda o que é a morte. Até lá eu só vou pensar na vida.
Tudo o que eu queria escutar eu mesma falo, às vezes olhando pro espelho, às vezes pro meu pé e às vezes, quando o olho vira e espia os pensamentos, olhando pros miúdos de mim.
Nos dias quentes de verão, eu juro que vejo neve, depois aprendo que são sementes brancas que flutuam livres pelo ar. Seria interessante numa atmosfera quente uns flocos de neve gelados no nariz.
A coisa se indefinine numa imprecisão insólita. A coisa!
Monday, June 22, 2009
Friday, June 19, 2009
Eu me imagino menina, ossos pequenos, cabelos compridos e olhos sem fim. Olhos verdes - verdes e ponto, não daqueles que mudam de cor. Tenho um vestido branco de tecido suave, mais algodão do que ceda, mais botão do que fita, mais comprido que curto que voa com o balanço do andar.
Estou assim, menina, na rua da casa velha, seis e meia da tarde, horário de verão. Pedregulho de asfalto que brilha, ando com a cabeça baixa, analisando o chão que piso. As unhas são pequeninas, as mãos macias e os dedos sem anéis.
Estou assim, menina, na rua da casa velha, seis e meia da tarde, horário de verão. Pedregulho de asfalto que brilha, ando com a cabeça baixa, analisando o chão que piso. As unhas são pequeninas, as mãos macias e os dedos sem anéis.
Thursday, June 18, 2009
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