Eu quero ser grande e grande eu serei
Há algo em minha alma que cutuca
e pinica
e fâniquita tudo e me faz inquietar
Pois eu quero mais e mais e mais
Eu sei que posso por isso não temo
E nunco espero o pior
Eu penso em tudo que a vida tem pra dar
E junto em mim forças
Que me fazem acreditar
Eu quero ser grande e grande eu serei
Saturday, July 25, 2009
Sunday, July 12, 2009
Capítulo primeiro
Aquele era de fato o pior dia de sua vida. Nunca sentira um vazio tamanho, uma solidão tão gigantesca e nunca antes havia chorado tanto. Os músculos do rosto estavam fatigados, os olhos inchados, a cabeça podia explodir que ela não sentiria nada. Oito da noite. A casa estava silenciosamente escura e ela, na sua cama, olhava para a parede quase sem piscar. Amanhã teria que enfrentar o armário. Seria devastador. Resolveu rezar e no meio de uma prece, ficou com raiva e insultou Deus. Como assim? Por quê?
E ela que nunca sonhava, se convencia com muita força de que era tudo um sonho e logo iria acordar. Mas não acordava e nem conseguia dormir.
O telefone tocou.
- Alô? - ela atendeu no primeiro toque.
- Ciça? Tudo bem? É a Ivone.
- Oi! Ivone.
- Como você está? Te acordei?
- Não, eu não consigo dormir.
- Eu estava pensando, será que seria bom eu te fazer companhia esta noite?
- Claro, pode vir.
- Que tal se eu passar no árabe e comprar umas esfihas?
- Eu não estou com fome, mas pode comprar.
- Então tá, daqui uma meia hora estou aí.
- Tá bom. Tchau.
- Beijo, tchau!
Nessa meia hora, Ciça dormiu e sonhou que estava acordando de um sonho.
A janela do seu quarto era muito maior e se via a luz do Sol clara, branca. Ela estava deitada na cama, e olhava a janela. Quando virou para o lado, Alberto estava lá, dormindo. Ela, desesperada, o acordou, beijou o seu rosto inteiro segurando a sua cabeça com as duas mãos. Ele perguntou calmamente que horas eram e ela o ignorou contando que tinha sonhada que ele tinha...
A campanhia tocou. Era a Ivone.
E ela que nunca sonhava, se convencia com muita força de que era tudo um sonho e logo iria acordar. Mas não acordava e nem conseguia dormir.
O telefone tocou.
- Alô? - ela atendeu no primeiro toque.
- Ciça? Tudo bem? É a Ivone.
- Oi! Ivone.
- Como você está? Te acordei?
- Não, eu não consigo dormir.
- Eu estava pensando, será que seria bom eu te fazer companhia esta noite?
- Claro, pode vir.
- Que tal se eu passar no árabe e comprar umas esfihas?
- Eu não estou com fome, mas pode comprar.
- Então tá, daqui uma meia hora estou aí.
- Tá bom. Tchau.
- Beijo, tchau!
Nessa meia hora, Ciça dormiu e sonhou que estava acordando de um sonho.
A janela do seu quarto era muito maior e se via a luz do Sol clara, branca. Ela estava deitada na cama, e olhava a janela. Quando virou para o lado, Alberto estava lá, dormindo. Ela, desesperada, o acordou, beijou o seu rosto inteiro segurando a sua cabeça com as duas mãos. Ele perguntou calmamente que horas eram e ela o ignorou contando que tinha sonhada que ele tinha...
A campanhia tocou. Era a Ivone.
Saturday, July 11, 2009
BRB
De tanto pensar na vida e me perguntar - sem sorte - do futuro não tão presente, estou falando daquele lá da frente, daquele de quando eu não estiver mais aqui.
De tanto fazer isso, resolvi mudar.
Então agora eu me questiono o por que eu me preocupava em me perguntar.
Estranha gente que fez as horas!
Criou os minutos!
Agora vivo num num presente de projetar futuro
muito ocupado pra rir com o passado.
De tanto pensar na vida só durmo de lado,
olhando os pensamentos claros
de lindos anjos que inventei
E quero expressar tudo o que eu sinto
Mas não tenho tempo
BRB
De tanto fazer isso, resolvi mudar.
Então agora eu me questiono o por que eu me preocupava em me perguntar.
Estranha gente que fez as horas!
Criou os minutos!
Agora vivo num num presente de projetar futuro
muito ocupado pra rir com o passado.
De tanto pensar na vida só durmo de lado,
olhando os pensamentos claros
de lindos anjos que inventei
E quero expressar tudo o que eu sinto
Mas não tenho tempo
BRB
Monday, July 6, 2009
O bilhete
luz e sombra
caligrafria desconfiada
a caneta é muito leve
- à tinta
folha branca e borrada
um "a" vira um "o"
no cabeçalho sem data
Olha de perto e longe
- Palavras que não dizem nada!
Amassa o papel com raiva.
Folha nova
Procura um lápis
de cor
azul
claro.
Dessa vez sentou
Se concentrou
Aumentou a luz
Enfrentou a caneta
E o papel
Letra por letra
Devagarinho
Com gentileza
T
TE
TE A
TE AM
TE AMO!
Pos o bilhete no centro da mesa
E foi-se
E nunca mais voltou
Obs* - O bilhete nunca foi lido
caligrafria desconfiada
a caneta é muito leve
- à tinta
folha branca e borrada
um "a" vira um "o"
no cabeçalho sem data
Olha de perto e longe
- Palavras que não dizem nada!
Amassa o papel com raiva.
Folha nova
Procura um lápis
de cor
azul
claro.
Dessa vez sentou
Se concentrou
Aumentou a luz
Enfrentou a caneta
E o papel
Letra por letra
Devagarinho
Com gentileza
T
TE
TE A
TE AM
TE AMO!
Pos o bilhete no centro da mesa
E foi-se
E nunca mais voltou
Obs* - O bilhete nunca foi lido
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