Friday, January 9, 2009
Estrela
Era uma tímida manhã fria que se esconde dentre nuvens escuras. Era uma metáfora de mim, que em algum momento iria clarear e mostrar todo o infinito azul. Quem pra sempre pode ser tão cinzento, frio? Eu ia esquecendo o guarda-chuva, as palavras amigas e um pedaço de mim que guardei na última gaveta, rente ao chão. Olhava o céu conforme andava e mesmo assim não me ocorreu que a chuva era eminente e eu ia me molhar. Eu ia mole, devagar, me agradava meu próprio perfume. Eu, egocêntrica, egoísta, ia só comigo mesma, mas faltava um pedaço que guardei não lembrava mais onde. Sem saber o que procura, chequei os bolsos. Vazios. Não importa, tenho a mim, um ser único e intrigante. Os passeios são indecentes, quebradiços, ora estreitos, ora largos. Xingo a prefeitura. O parque era o destino e estava próximo, uma gota forte pingou no meu nariz. O parque estava vazio e cheirava ao ar puro que confundi com meu perfume. Escolhi um banco e sentei-me. A chuva veio forte no mesmo instante, mas não me movi. Assisti ao espetáculo sem sentir-me incomodada e logo o céu mostrou-se azul. No céu claro, eu vi uma estrela, a maior delas, a mais brilhante, que me secou.
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.●๋•. As garras do destino são como as folhas presas nas arvores, as vezes podem criar laços e frutos, por outras tem de voar e aguardar um pouso livre desvios. Thesm
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