O silêncio não mais me angustia, o escuro não me põe medo e já posso olhar pela janela quando venta à noite. Agora os meus medos são outros, assim como meus anseios e os meus meios de felicidade. Não vou dizer que sou outro, que nasci de novo. A essência é anexa à alma.
A língua de um homem diz o que quer, sem isso muito significar hoje em dia. Lamento, mas a palavra é tudo o que eu tenho e digo que não sou outro, mas afirmo que mudei. O sofrimento lava a mente e a fortifica e é por ele que muitos crescem, e por ele eu cresci. Curioso como apenas percebemos diversas importantes coisas depois que algo ruim acontece. Eu sou um homem que teve que perder e sofrer para compreender e eu não estou sozinho. Todos têm muito em comum no mundo. Nossas almas são tão imperfeitamente parecidas! Chego a pensar que somos todos um, mas em corpos diferentes, assim podemos nos identificar no outro. Mas depois penso que estou pensando demais e me silencio, apago as luzes e assisto ao vendaval pela janela.
Tuesday, April 7, 2009
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